Ademais, os rins apresentam comprometimento importante da função tubular de reabsorção de água, resultando em poliúria mais intensa do que a polidipsia compensatória. Além disso, esses pacientes podem apresentar azotemia pré-renal associada, o que favorece o desenvolvimento de lesão renal por má perfusão, originada por causas diversas de desidratação (como vômito, diarreia, febre, limitação ao acesso a ingestão de água, estresse, etc). A desidratação per si é responsável pelas manifestações clínicas, tais como prostração, fraqueza, constipação (principalmente no felino) e perda de apetite. Assim, é primordial a correção da desidratação com a fluidoterapia de manutenção pela via parenteral (subcutânea) com uso de cristaloides (soluções de Ringer com lactato ou de NaCl - fisiológica 0,9%). O volume de manutenção a ser administrado varia de acordo com o peso; para gatos e cães de pequeno porte, indica-se a administração diária de 75 a 150mL (POLZIN et al., 2005; MAY & LANGSTON, 2006; POLZIN, 2007). Para os cães, recomenda-se 40 a 60mL kg-1 em 24 horas, na dependência do porte do animal, e o intervalo de administração seria de acordo com a avaliação da intensidade da poliúria, da ingestão de água e do quadro clínico diário do paciente (BENESI & KOGIKA, 2002; MAY & LANGSTON, 2006).
A insuficiência renal é uma condição comum em animais de estimação, afetando principalmente cães e gatos. Essa doença pode ser causada por uma série de fatores, incluindo idade avançada, predisposição genética, infecções e outras condições de saúde subjacentes. A insuficiência renal pode ter graves consequências para a saúde do animal, levando a sintomas como letargia, perda de apetite, vômitos e até mesmo morte se não for tratada adequadamente.
É crucial que os tutores de animais de estimação estejam cientes dos sinais de insuficiência renal em seus pets e saibam como agir caso suspeitem dessa condição. Nesse sentido, a disponibilidade de informações claras e acessíveis sobre insuficiência renal veterinária em formato PDF pode ser de grande ajuda. Um guia nesse formato pode oferecer orientações sobre prevenção, Gold Lab Vet exame de função hepática em cães , diagnóstico e tratamento da doença, ajudando os tutores a tomarem as medidas necessárias para cuidar da saúde de seus animais de estimação.
Insuficiência Renal em Animais: Um Guia Completo

Essa classificação considera os estágios da doença de acordo com o tempo de evolução e a presença de marcadores de lesão renal. O objetivo principal é auxiliar no estabelecimento do diagnóstico, do prognóstico e da terapia adequada conforme cada estágio e, assim, retardar a perda da função dos rins e a evolução da doença renal e, dessa forma, propiciar melhor qualidade de vida ao paciente. A indicação de dieta hipofosfórica encontra-se no estudo da Medicina Baseada em Evidência no grau 2 para cães e no grau 4 para gatos. Esta restrição tem o objetivo de manter os valores séricos de fósforo abaixo de 4,5mg dL-1 no estágio II, de 5,0mg dL-1 no estágio III e de 6,0mg dL-1 no estágio IV; contudo, alguns pacientes do estágio III e a maioria do estágio IV necessitam do uso de quelantes de fósforo para atingir esse objetivo (POLZIN, 2008). Entre os quelantes, o mais recomendado é o hidróxido de alumínio, administrado junto com o alimento ou logo após a refeição, na dose de 30 a 90mg kg-1 dia-1 (MAY & LANGSTON, 2006).
O que é a insuficiência renal em animais?
Esses estágios foram estabelecidos principalmente de acordo com as concentrações séricas de creatinina, pois esse marcador de taxa de filtração glomerular (TFG) ainda é considerado a melhor variável laboratorial para emprego na rotina da clínica (POLZIN et al., 2005; SANDERSON, 2009). Os valores de creatinina sérica devem ser obtidos no paciente em jejum e hidratado, em dois ou três momentos diferentes ao longo de algumas semanas (POLZIN, 2008). É preciso excluir as variações de creatinina transitórias pré-renais ou pós-renais, mesmo que haja o diagnóstico já estabelecido de DRC, como também considerar a condição corpórea do paciente, especialmente a massa muscular, para evitar a ocorrência de classificação errônea (POLZIN et al., 2005). O calcitriol é indicado nos pacientes em estágio III ou IV, com a finalidade de reduzir um dos fatores desencadeantes do hiperparatireoidismo renal secundário, a deficiência de vitamina D3 ativa (POLZIN et al., 2009). Existe forte evidência clínica (grau 1 na Medicina Baseada em Evidência) para a utilização do calcitriol em cães, pois reduz a mortalidade, porém para gatos ainda não foi comprovada. Contudo essa terapia não deve ser iniciada até que os níveis séricos de fósforo estejam com valor abaixo de 6mg dL-1 (MAY & LANGSTON, 2006; POLZIN et al., 2009).
A insuficiência renal em animais, também conhecida como doença renal crônica, é uma condição comum em cães e gatos, que ocorre quando os rins não conseguem mais realizar suas funções de forma adequada. Isso pode levar a uma série de complicações e afetar a qualidade de vida do animal.
Causas da insuficiência renal em animais
Existem várias causas possíveis para a insuficiência renal em animais, incluindo idade avançada, predisposição genética, doenças pré-existentes como diabetes ou hipertensão, uso prolongado de medicamentos nefrotóxicos e infecções renais.

Sintomas comuns da insuficiência renal em animais
Alguns dos sintomas mais comuns da insuficiência renal em animais incluem aumento da sede e micção, perda de apetite, letargia, vômitos, perda de peso, mau hálito e alterações na pelagem.
Diagnóstico da insuficiência renal em animais
O diagnóstico da insuficiência renal em animais geralmente envolve exames de sangue e urina para avaliar a função renal, bem como exames de imagem, como ultrassonografia ou radiografias, para verificar possíveis alterações nos rins.
Tratamento da insuficiência renal em animais
O tratamento da insuficiência renal em animais pode incluir dieta especial, medicamentos para controlar a pressão sanguínea e os níveis de potássio, fluidoterapia para manter a hidratação, e em alguns casos, terapia de diálise.
Prognóstico da insuficiência renal em animais
O prognóstico da insuficiência renal em animais varia dependendo da gravidade da doença, da resposta ao tratamento e de outros fatores individuais. Com o manejo adequado e acompanhamento veterinário regular, muitos animais conseguem viver por anos com uma boa qualidade de vida, mesmo com a doença renal crônica.
Prevenção da insuficiência renal em animais
Embora nem sempre seja possível prevenir a insuficiência renal em animais, algumas medidas podem ajudar a reduzir o risco da doença, como proporcionar uma alimentação adequada, acesso constante à água fresca, controle de doenças crônicas e visitas regulares ao veterinário para check-ups.